F1 – Vettel vence na chuva

Sébastien Vettel venceu o GP da China, que decorreu sobre uma chuvada imensa, como nunca se havia visto no traçado chinês. Aproveitando o excelente equilibro do Reb Bull e a menor competitividade dos Brawn GP, Vettel superou o seu companheiro de equipa e estreou a equipa no lugar mais alto do pódio.
Partindo da pole e atrás do Safety Car (que durou as primeiras 8 voltas), o jovem alemão fez do GP da China uma cópia do GP de Itália do ano passado (onde venceu), dominando de principio ao fim. Mark Webber, o seu companheiro de equipa, fez o possível para acompanhar o seu ritmo, mas verificou-se ao longo da corrida que, dificilmente o australiano conseguiria superar o seu companheiro de equipa, quedando-se pelo 2º lugar.
Button e Barrichello (que partiram respectivamente 5º e 4º da grelha) não voltaram a superar os seus adversários, com o brasileiro a fazer um péssimo arranque. Desta feita, os homens da Brawn GP não conseguiram melhor que um 3º e 4º lugar finais, com Button a bater novamente Barrichello por cerca de 20 segundos (que se viu seguido por Kovalainen no final da prova, que seguia em 5º).
Alonso, com uma estratégia demasiado agressiva para pista seca, viu a chuva retirar-lhe qualquer hipótese de um bom resultado. Sendo obrigado a fazer uma paragem ainda durante o periodo de Safety Car, caiu para o fundo do pelotão, recuperando até ao 9º lugar final. Quanto a Lewis Hamilton, fez erros atrás de erros, numa pista que tinha bastantes zonas traiçoeiras e que levaram à desistência de Sutil e Piquet. No entanto, o inglês conseguiu remediar os seus males, terminando num 6º lugar, atrás do seu companheiro de equipa.
Apesar de tudo, a maior surpresa da prova foi Sébastien Buemi, que aproveitando o facto de o seu Toro Rosso ser praticamente idêntico aos Red Bull que lideravam a prova, dispunha de uma viatura bastante equilibrada e competente. Desta forma, o suiço conseguiu pontuar pela primeira vez em 2009 (o seu ano de estreia), conseguido o último ponto em disputa, referente à 8ª posição. Bourdais, por outro lado, teve uma corrida desastrada, acabando num anónimo 11º lugar.
Na BMW, Kubica nunca se entendeu com a pista e com o seu monolugar, estragando também com a corrida de Trulli, depois de um sério acidente que destruiu por completo a traseira do TF109 do italiano e levou à sua desistência. Já Heidfeld pode culpar Glock por alguns problemas, depois deste ter destruido a sua asa dianteira com um toque no BMW do alemão. Os BMW terminaram em 13º e 10º respectivamente.
Na Ferrari, Massa desistiu com problemas eléctricos quando estava a realizar uma excelente prova, enquanto Raikkonen demonstrou pouco à vontade com os travões do seu monolugar, sendo ultrapassado por diversos pilotos nas zonas de maior travagem. O finlandês terminou num modesto 12º, confirmando o mau momento da escuderia italiana, que desde 1981 não pontuava nas 3 primeiras provas do campeonato.
De referir que na China, apenas 3 pilotos utilizaram KERS: Hamilton, Kovalainen e Heidfeld. Kubica testou o F1.09 com KERS montado na Sexta Feira, mas decidiu que não era útil, pelo que foi retirado no Sábado.










