Mau tempo condiciona prestação

Foi no passado Domingo que se disputou a 4ª e penúltima prova do Troféu de Inverno do Kartódromo de Viana do Castelo. Relativamente às condições meteorológicas, não existiram diferenças significativas relativamente às provas anteriores, ou seja, mais uma vez a chuva marcou presença de forma continuada, mantendo a pista sempre alagada e dificultando a tarefa a todos os bravos pilotos presentes.
Paulo Ramalho partia para esta prova na esperança de ter reunidas as condições necessárias para discutir os lugares da frente. Fisicamente o piloto do Porto esteve bem, não manifestando qualquer ressentimento físico das luxações sofridas nas provas anteriores e mantendo até ao final da prova a resistência física necessária para o efeito, sem qualquer sintoma de cansaço. Nos treinos cronometrados e com a pista alagada, Paulo não foi além do 10º lugar, queixando-se da débil aderência do eixo da frente do seu kart, fazendo-lhe perder bastante tempo na inserção das curvas mais rápidas do circuito.
No compasso de tempo entre os treinos cronometrados e a 1ª manga de prova, a equipa procedeu a algumas alterações no set-up do chassis Monza Z32 com o intuito de melhorar o problema identificado nos treinos. Arrancando do 10º lugar da grelha e realizando uma boa partida, Paulo conseguiu passar incólume à confusão inicial das primeiras curvas e mantendo sempre um ritmo elevado, rodou sempre junto aos adversários que o precediam, contudo, as difíceis condições de visibilidade dificultaram bastante a aproximação e a consumação de possíveis ultrapassagens, num pelotão que rodou sempre a ritmo elevado e com os problemas de subviragem a manterem-se nas curvas rápidas, não teve qualquer possibilidade de ir além do 11º lugar.
Para a 2ª e última manga de prova e depois da equipa esgotar as diferentes possibilidades de afinação do chassis e não possuindo para utilização imediata pneus de chuva alternativos para respetiva aferição da influência destes no desempenho medíocre do chassis, o piloto do Team PRMiniracing largou da 11ª posição da grelha. Realizando desta vez uma partida lançada menos bem conseguida, perdendo uma ou outra posição no final da reta, efetuando ainda um “tete” num dos ganchos do circuito numa das voltas, a obrigar a recuperar posições desde o último lugar, com o kart a manifestar sempre o mesmo sintoma, fazendo-o perder preciosos décimos de segunda volta após volta, terminando no 12º lugar final.
Obviamente que estes não eram os resultados esperados e desejados, face ao andamento evidenciado nas épocas transatas. Contudo, estas contingências, associadas ao elevado índice competitivo deste Troféu, demonstra que qualquer infortúnio ocasional ou uma afinação menos bem conseguida, tem reflexos imediatos no resultado final. Por último, refira-se que a equipa manifestou o seu sinal de luto pelo falecimento da mãe de um amigo e elemento da equipa. À família enlutada os sentidos pêsames e o descanso eterno para a D. Cristina Braga.










