McLaren: 50 anos de sucesso
Cada história tem o começo e a carreira de sucesso da McLaren nos desportos motorizados teve inicio durante a década de 1960, graças ao ingenuidade e perspicácia de Bruce McLaren, o seu fundador. A equipa do kiwi (animal característico da Nova Zelândia) recorda agora os seus feitos ao longo de 50 anos de história, durante os quais guiou-se sempre pelos ideais originais: divertir-se nas corridas e bater os melhores do mundo.
A McLaren Racing Limited foi fundada em 1963 pelo neo-zelandês Bruce McLaren, então piloto de fábrica da Cooper onde havia conquistado 3 vitórias em Grandes Prémios e sido vice campeão em 1960. Em paralelo com a Fórmula 1, McLaren deseja participar na Tasman Series ao volante de um Cooper. No entanto, a opção pela utilização de motores de 1.5 litros em vez dos motores de 2.5 litros levou à uma tomada de posição: Bruce McLaren fundou a sua própria equipa de competição.
O título da Tasman Series em 1964 iria dar-lhe razão, confirmando o potencial da sua equipa. A trágica morte de Timmy Mayer, seu colega de equipa, no final desse mesmo ano levaria à ascensão de uma personalidade essencial na história da McLaren: Teddy Mayer. O americano tomou as rédeas da equipa após o falecimento de Bruce McLaren em 1970, num teste do McLaren M8D de CanAm no circuito britânico de Goodwood. A sucessão de Mayer ficaria entregue a Ron Dennis, responsável pela fusão da equipa britânica com a Project Four Racing em 1981.
A estreia da McLaren na Fórmula 1 no Grande Prémio do Mónaco de 1966 marcaria o inicio de uma longa carreira de sucesso num dos campeonatos mais competitivos do planeta. Os primeiros títulos da equipa surgiriam em 1974, por intermédio do brasileiro Emmerson Fittipaldi. James Hunt, Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen e Lewis Hamilton repetiriam o feito do piloto brasileiro, alcançando o lugar mais alto do pódio e conquistando os vários títulos ostentando as cores da equipa britânica.
Além da Fórmula 1, a McLaren esteve também presente no campeonato CanAm, disputado na América do Norte. Bruce McLaren e Denny Hulme foram os principais responsáveis pelo domínio da equipa britânica neste campeonato entre 1967 e 1971 (conhecido como “Bruce and Denny Show“), conquistando vários títulos: Bruce McLaren em 1967 e 1969, Denny Hulme em 1968 e 1970 e Peter Revson (substituto de Bruce McLaren) em 1971. A McLaren participou também nas 500 Milhas de Indianápolis na década de 1970, conquistando a vitória em 1972 por intermédio da McLaren M16B privado do Team Penske, pilotado por Mark Donohue. O feito seria repetido por Johnny Rutherford em 1974 e 1976, desta feita com a equipa oficial.
A McLaren marcou também presença nas 24 Horas de Le Mans, vendo um dos seus McLaren F1 GTR triunfar na edição de 1995 da clássica prova francesa. Embora Gordon Murray não tivesse previsto uma versão de competição desse modelo, os pedidos de várias equipas levariam à produção de uma versão destinada a esse mesmo fim. Sendo bem sucedido no BPR Global GT Series, no FIA GT e nas 24 Horas de Le Mans, o McLaren F1 GTR acabaria por sair de cena no final de 1999, com a extinção da classe GT1. O modelo MP4-12C é o actual representante das cores da McLaren nos GTs, sendo o português Álvaro Parente um dos seus pilotos oficiais.
Com a celebração dos 50 anos de existência em 2013, a McLaren Racing Limited recorda agora o seu passado e prepara o seu futuro a partir do seu quartel general em Woking. A atenção aos detalhes e a busca incessante pela perfeição são os lemas que guiam o desenvolvimento dos produtos criados pela equipa britânica. Graças ao exaustivo trabalho dos engenheiros, mecânicos e pilotos que formam o núcleo da McLaren, os títulos encontram-se a um pequeno passo de distância…










