Vitória da Audi na despedida de Sebring

A Audi confirmou o seu favoritismo e venceu com relativa facilidade as 12 Horas de Sebring, com os dois R18 e-tron quattro a fazerem a dobradinha em solo americano. O 3º lugar foi ocupado pelo Lola B12/60-Toyota da Rebellion Racing, o melhor dos restantes LMP1, equipados com motores a gasolina. A Audi despediu-se assim da melhor forma da clássica prova americana, uma vez que em 2014 os LMP1 estarão excluídos das viaturas autorizadas no novo campeonato United SportsCar Racing, apresentado esta semana.
A tripla do Audi R18 e-tron quattro nº 1, composta por Benoit Tréluyer, Marcel Fässler e Oliver Jarvis alcançou a vitória após uma longa luta com o R18 e-tron quattro nº2, pilotado por Tom Kristensen, Alan McNish e Lucas di Grassi. A luta acabaria por ficar “resolvida” apenas na última hora de corrida, quando Kristensen perdeu cerca de 10 segundos relativamente à liderança da prova, perdendo com isso qualquer hipótese de alcançar a vitória em Sebring.
Quanto à 3ª posição, tanto o Lola B12/60-Toyota da Rebellion Racing como o HPD ARX-03c da Muscle Milk estiverem em posição de alcançar o lugar mais baixo do pódio. No entanto, uma penalização atribuída à Muscle Milk, devido a um contacto evitável quando faltavam 4 horas para o final da prova, deixou o Lola-Toyota da Rebellion (dividido por Nicolas Prost, Nick Heidfeld e Neel Jani) com o caminho livre para ser o melhor “não-Audi” em prova. Entre os LMP2, destaque para a vitória de Marino Franchitti, Scott Tucker e Ryan Briscoe ao volante do HPD ARX-03b da Level 5 Motorsport. Já nos LMPC, a vitória foi entregue ao Oreca FLM09 da PR1 Mathiasen Motorsports, pilotado por David Cheng, Mike Guasch e David Ostella.

Entre os GTs, a animação foi o “prato do dia” ao longo das 12 horas, tendo a vitória sido decidida praticamente no final da prova. Oliver Gavin, Richard Westbrook e Tommy Milner levaram o Chevrolet Corvette C6 ZR1 da Corvette Racing ao lugar mais alto do pódio, depois do Ferrari 458 Italia da “regressada” Risi Competizione (dividido por Gimmi Bruni, Olivier Beretta e Matteo Malucelli) ter entregado a liderança a 10 minutos do final da prova, devido a dois erros consecutivos na mesma volta. A diferença entre as duas viaturas no final da prova (apenas 2 segundos) exemplifica da melhor forma a a elevada competitividade vivida nesta classe.
Pedro Lamy, o único representante português presente nas 12 Horas de Sebring, não teve a sorte do seu lado e terminou a prova apenas na 9ª posição entre os GTs. A reparação do cabo do acelerador do Aston Martin Vantage nº 007, inscrito pela Aston Martin Racing e equipado com as especificações de 2012, levou a que o piloto português ficasse bastante atrasado e visse o seu resultado final comprometido.










