Vitória lusa no dia da Ganassi Racing!

A Chip Ganassi Racing venceu as 24 Horas de Daytona, depois de um triunfo bastante disputado e decidido a apenas 6 minutos do final da prova! Com os reabastecimentos finais a decidirem a ordem final na classificação da prova, o Riley-BMW da equipa norte-americana foi o melhor na “guerra” táctica vivida pelas 4 equipas em luta pela vitória à geral. Entre os GTs, o Audi R8 da equipa Alex Job Racing, que contava com os préstimos do piloto português Filipe Albuquerque, alcançou uma convincente vitória!
O contingente português presente na 24 Horas de Daytona, dividido entre a classe principal reservada aos Sport Protótipos e a menos potente classe GT, dava esperanças de um bom resultado perante a forte oposição inscrita para esta longa prova. Nos protótipos, Pedro Lamy, em Corvette DP da 8 Star Motorsports, dividia a condução com Anthony Davidson, Nicolas Minassian, Enzo Potolicchio e Stephane Sarrazin. Já João Barbosa regressava novamente ao volante do Corvette DP da Action Express Racing, onde partilhava as tarefas com Mike Rockenfeller, Christian Fittipaldi e Burt Frisselle.
Relativamente aos GTs, Filipe Albuquerque era o principal representante lusitano, ao volante de um Audi R8 Grand Am da Alex Job Racing, onde fazia equipa com Oliver Jarvis, Edoardo Mortara e Dion van Moltke. Finalmente, Rui Águas regressava ao palco de Daytona, pilotando o Ferrari F458 Italia da AF Corse juntamente com Clint Bowyer, Michael Waltrip e Rob Kauffman.
Após a qualificação, Pedro Lamy foi o melhor português em prova, na 9ª posição, enquanto que o Corvette de João Barbosa iria partir da 13ª posição. Filipe Albuquerque foi o melhor representante lusitano nos GTs, na 21ª posição (5º entre os GTs), enquanto que Rui Águas apenas alcançou a 33ª posição (17º entre os GTs). A pole position foi alcançada pelo veloz Riley-BMW da Chip Ganassi Racing, dividido por Juan Pablo Montoya, Scott Pruett, Memo Rojas, Scott Dixon e Charlie Kimball.
Após arranque da prova, Pedro Lamy viu qualquer hipótese de vitória ficar hipotecada devido a problemas no diferencial do Corvette DP, durante a 1ª meia hora de prova, que obrigaram a uma longa paragem nas boxes para reparações onde perderam cerca de 47 voltas. Já João Barbosa teve um inicio cauteloso, subindo gradualmente na classificação até à 3ª posição, mesmo após as respectivas trocas de pilotos e perante os Riley-BMW bastante mais rápidos que o seu Corvette DP. A equipa de Chip Ganassi era um desses exemplos, com o Riley-BMW do quinteto Montoya/Pruett/Rojas/Dixon/Kimball a comandar a prova em diversas ocasiões, perdendo a posição para os seus rivais directos apenas durante os períodos de paragem nas boxes.
No entanto, um drive through por excesso de velocidade na via das boxes, durante a fase inicial da corrida, chegou a perturbar os planos da equipa, deixando o Riley-Ford de Alan McNish na liderança. Problemas durante a paragem do escocês deixaram a Chip Ganassi Racing novamente na liderança, sendo perseguidos pelo Corvette DP da equipa VelocityWW, pilotado então por Ryan-Hunter Ray. As posições da frente foram alternando por diversas vezes com o decorrer da prova, fruto dos vários períodos de Safety Car e respectivos reinícios, com João Barbosa a passar pela liderança da prova.
A última hora de prova viu uma intensa luta táctica relativamente aos reabastecimentos finais, com o Corvette DP da equipa VelocityWW a ficar na liderança da prova a cerca de 6 minutos do seu fim, fruto de uma última paragem do Riley-BMW da Chip Ganassi Racing. No entanto, a necessidade de um “Splash and Dash” hipotecou a vitória da equipa do ex-piloto Wayne Taylor, entregando o triunfo ao resistente Riley-BMW de Juan Pablo Montoya. João Barbosa foi o 4º classificado desta prova, tendo sido penalizado com um polémico “Stop and Go” durante a fase final da prova, devido a um contacto com o Riley-Ford da Michael Shank Racing, pilotado por AJ Allmendinger.
No que concerne os GTs, todas as principais marcas passaram pela liderança da prova: Porsche, Ferrari e Audi. A competitividade entre o grupo da frente foi demonstrada em pista com a indecisão da vitória até ao última instante da prova. Filipe Albuquerque, o piloto escolhido para efectuar o último turno do Audi da Alex Job Racing, venceu a prova mesmo perante a forte pressão exercida pelos seus mais directos adversários.
O piloto português efectuou um esforço notável, andando sempre no limite com o objectivo de recuperar o tempo perdido e alcançando a liderança na fase final da prova (mantendo-a mesmo após um curto “Splash and Dash“), conseguindo uma saborosa vitória na sua estreia entre os GTs americanos. No que concerne a classificação geral, o Audi R8 Grand Am da Alex Job Racing terminou a prova na 9º posição.










