Lewis Hamilton vence na Hungria
29 Julho 2013 - José Soares da Costa

O ex-Campeão britânico Lewis Hamilton estreou-se nas vitórias ao volante de um Mercedes, conquistando o Grande Prémio da Hungria perante a forte oposição do Red Bull de Sebastien Vettel e do Lotus de Kimi Raikkonen. O piloto filandês foi o 2º classificado, lutando taco a taco com o Tri-Campeão e conquistando pontos valiosos na luta pelo título de pilotos.

Tendo conquistado a pole position para este Grande Prémio, Lewis Hamilton partia com fracas perspectivas relativamente à luta pela vitória. Tendo em conta o maior consumo de pneus do Mercedes e as altas temperaturas do asfalto esperadas ao longo da prova (cerca de 50º C), o próprio piloto britânico admitia ser necessário um milagre para alcançar o triunfo no Hungaroring.

No entanto, esse mesmo milagre acabaria por acontecer. Fazendo uma partida irreprensível, Hamilton saltou para a liderança do Grande Prémio. Sebastien Vettel viu-se em luta directa com Romain Grosjean, mas acabaria por manter-se na 2ª posição, mantendo o piloto francês atrás de si.

Vettel aproximou-se então de Hamilton, utilizando o DRS para tentar ultrapassar o piloto britânico. No entanto, o Mercedes tinha uma vantagem de cerca de 10 Km/h em linha recta, impedindo qualquer ultrapassagem do Red Bull, mesmo com a utilização desse sistema suplementar. Enquanto isso, Grosjean aproximava-se de Vettel, estando também em posição para utilizar o DRS, mas sem qualquer sucesso.

O desgaste dos pneus do Mercedes na 9ª volta obrigou Hamilton a efectuar a sua 1ª paragem nas boxes, regressando à pista atrás de Jenson Button. Vettel seguiu-lhe o exemplo duas voltas depois e apesar de uma paragem mais rápida, não conseguiu ultrapassar o Mercedes do piloto britânico.

Ao contrário de Hamilton, que havia perdido pouco tempo atrás de Button, Vettel teve de esperar pela segunda zona de DRS para tentar ultrapassar o Campeão de 2009, danificando também a sua asa dianteira. Com as temperaturas do motor de Vettel a subirem por rodar atrás do Mclaren, o piloto alemão foi obrigado a reduzir o seu andamento. A ultrapassagem a Button seria apenas consumada após 5 voltas, numa altura em que os pneus médios do Mclaren estavam gastos.

Com a diferença entre o 1º e o 2º classificado a rondar os 13 segundos, Sebastien Vettel pouco poderia fazer para alcançar o lugar mais alto do pódio. Nova paragem nas boxes confirmou essa tendência, com Hamilton a afastar-se cada vez mais de Vettel.  As preocupações da Red Bull centravam-se agora em Kimi Raikkonen, cuja estratégia de duas paragens colocava-o numa posição bastante vantajosa na fase final da corrida.

Com o já característico consumo moderado de pneus do Lotus E21, Raikkonen passou para o lugar intermédio do pódio após a última paragem de Vettel, na 55ª volta da corrida. Tendo ainda 15 voltas pela frente, Vettel passou ao ataque e recuperou o tempo perdido, alcançando a traseira do Lotus quando ainda faltava uma dezena de voltas para cumprir.

No entanto, Raikkonen mostrou-se um osso duro de roer, mesmo com pneus relativamente gastos. Vettel voltava a ter problemas de motor atrás do Lotus, sendo alertado por diversas vezes pelo seu engenheiro de pista. Obrigado a recorrer a medidas de emergência, Vettel apenas teria uma oportunidade de ultrapassagem na penúltima volta da corrida, sem qualquer sucesso.

Lewis Hamilton conquistou assim a sua 1ª vitória na Mercedes, com uma vantagem de 10.9 e 12.4 segundos relativamente a Kimi Raikkonen e Sebastien Vettel respectivamente. Na 4ª posição terminou o piloto australiano Mark Webber, que apesar de contar uma estratégia diferente do seu companheiro de equipa na Red Bull, nunca esteve em posição de discutir o triunfo no Grande Prémio da Hungria.

Fernando Alonso foi o 5º classificado, sendo também o melhor representante da Ferrari no Hungaroring. Num dia em que esteve em luta taco a taco com vários pilotos, incluindo Romain Grosjean, o piloto espanhol viu Vettel dilatar a sua vantagem na luta pelo campeonato, deixando-o em luta directa com Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton pela 2ª posição da tabela classificativa.

Romain Grosjean teve um dia para esquecer, depois de duas penalizações que o atiraram para o 6º lugar. Tendo partido da 3ª posição da grelha e estando sempre em posição de discutir a vitória, uma ultrapassagem forçada a Felipe Massa acabaria por resultar num drive-through. Uma penalização de 20 segundos, devido a um toque no Mclaren de Jenson Button, atribuida após o final da corrida seria o culminar deste fim de semana na Hungria.

Jenson Button foi o 7º classificado, o seu melhor resultado da temporada mesmo se o Mclaren não é de todo o seu maior aliado. Optando por uma estratégia de duas paragens, o desempenho do monolugar britânico esteve dentro do desempenho demonstrado ao longo do ano. Button teria ainda algum protagonismo devido ao infeliz toque entre o seu Mclaren e o Red Bull de Sebastien Vettel.

Atrás de Button terminou Felipe Massa e Sergio Perez, autores de corridas sem grande brilho e onde limitaram-se a levar os seus monolugares até ao final da prova, conquistando pontos para os campeonatos em disputa. O último lugar pontuável foi alcançado por Pastor Maldonado, marcando o regresso da Williams ao Top-10. O piloto venezuelano beneficiou do abandono de Nico Rosberg, a 6 voltas do final, devido a problemas com o motor do seu Mercedes.

No Campeonato de Pilotos, Sebastien Vettel lidera com 172 pontos, Kimi Raikkonen é o 2º com 134 pontos e Fernando Alonso ocupa a 3ª posição com 133 pontos. No Campeonato de Construtores, a Red Bull é a 1ª classificada com 277 pontos, a Mercedes ocupa a 2ª posição com 208 pontos e a Ferrari encerra o Top-3 com 194 pontos.