A evolução de uma lenda…
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Várias vezes lembrado quando os tempos áureos dos ralis são recordados, o Grupo B foi o palco de algumas das maiores evoluções tecnológicas no desporto automóvel e no automobilismo em geral. E o seu maior representante, aquele que para sempre ficou na memória de muitos e que ainda hoje é alvo de interesse de outros, é o Audi Quattro. Recordar a sua evolução ao longo dos anos é assistir à revolução de uma modalidade ao vivo e a cores…
Tendo sido projectado para o antigo Grupo 4, a utilização do Audi Quattro em competição apenas foi possível depois de alterações regulamentares que permitiram a introdução de viaturas de 4 rodas motrizes. A competição à época, que incluía nomes como Fiat, Ford e a Opel, estava a par de um projecto da Audi, baseado no VW Iltis, mas tal afigurava-se pouco competitivo, dado o peso e complexidade do sistema utilizado nessa viatura. Estariam longe de imaginar que a marca germânica apresentasse um novo modelo, o Audi Quattro.
Contando com um motor de 5 cilindros turbo-comprimido e com 2.1 litros (debitando cerca de 300 cv) em conjunto com o sistema Quattro, com tracção integral permanente, o novo modelo da Audi foi a 1ª viatura a conciliar estas duas características que viriam a marcar para sempre o WRC. O Audi Quattro foi “estreado” no Rali Urbibel Algarve de 1980, como carro 0, onde Hannu Mikkola terminaria na 1ª posição com 29 minutos de vantagem sobre o seu mais directo rival, caso tivesse inscrito como concorrente efectivo! A primeira prova competitiva do novo modelo da Audi foi o Rali Janner, realizado na Áustria, onde triunfou no seu primeiro rali.
Mesmo com a oposição de viaturas como o Lancia 037, a Audi validou e demonstrou a eficácia competitiva do seu conceito, conquistando diversos títulos ao longo desse percurso. Mesmo com o aparecimento de modelos mais competitivos, como o Peugeot 205 T16 e o Lancia Delta S4, a Audi prosseguiu com o desenvolvimento do Quattro, levando ao aparecimento do Sport Quattro S1 (com cerca de 450 cv) e do brutal Sport Quattro S1 E2, com cerca de 600 cv. Depois das tragédias do Grupo B e da saída de cena do WRC, Pikes Peak foi o último palco do Sport Quattro, com Walter Röhrl a levar a última evolução do modelo (com o motor a debitar cerca de 1000 cv, segundo rumores da época) à vitória em 1987, repetindo o feito alcançado Michèle Mouton em 1984 e 1985 e Bobby Unser em 1986.
Para recordar esta fantástica história de um dos maiores ícones dos ralis mundiais, nada como visualizar um conjunto de vídeos que retratam em detalhe toda esta epopeia que durou cerca de 6 anos mas cujo impacto perdura até aos nossos dias…










