Um olhar sobre o Super GT
27 Setembro 2013 - José Soares da Costa

O Oriente sempre foi alvo de interesse, fascínio e curiosidade por parte dos europeus e americanos, ao longo dos anos. Os desportos motorizados também incluem-se neste contexto, com os diversos campeonatos japoneses a suscitarem a atenção dos adeptos mais conhecedores. O Super GT é o expoente máximo, sendo considerado por muitos como um dos melhores campeonatos para este tipo de viaturas.

Tendo iniciado no longínquo ano de 1994 com o nome de JGTC (Japanese GT Championship), este campeonato evoluiu ao longo do anos, quer no capítulo técnico, quer na sua apresentação, dentro e fora do Japão. Embora tenha apresentado inicialmente uma certa liberdade técnica no desenho das viaturas de competição utilizadas, a recente aproximação ao DTM levou a diversas alterações que entrarão em vigor já a partir de 2014.

O Super GT, designação que adoptou em 2005, tornou-se um feudo das marcas japonesas: Honda, Toyota (ou Lexus) e Nissan marcaram presença desde o primeiro momento nas duas categorias em disputa, projectando as viaturas mais icónicas para as difíceis pistas japonesas. Modelos como Supra, NSX e GT-R rapidamente tornaram-se referências da classe maior deste campeonato (GT500), atingindo a celebridade mundial graças aos populares videojogos e ao fenómeno “Gran Turismo”, intrínseco à “geração Playstation”.

Além da categoria GT500, o Super GT conta também com a categoria GT300, com regulamentos mais restritos e menor liberdade técnica, embora mais abertos à adopção de energias renováveis. No entanto, o espectáculo é a nota dominante em qualquer uma das categorias presentes em pista.


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