Volkswagen domina em Monte Carlo
26 Janeiro 2015 - José Soares da Costa

O duelo dos Sébastien, Loeb e Ogier, concentrou todas as atenções dos espectadores e media nesta edição do Rali de Monte Carlo. Pelo menos até ao final da 1ª etapa…Sébastien Loeb deu um toque e danificou o seu DS3 WRC, deixando o caminho livre para o triunfo de Sébastien Ogier. A Volkswagen saiu de Monte Carlo com motivos para sorrir, tendo ocupado todas as posições do pódio.

A partida para o Rali de Monte Carlo deu-se na quinta feira, com a realização de duas classificativas à noite. Na 1ª PEC do ano, Sébastien Loeb surpreendeu tudo e todos e bateu Ott Tanak e Sébastien Ogier por 22 e 30 segundos respectivamente. Na classificativa seguinte, Ogier recuperou algum tempo, mas Loeb terminou o dia na liderança, com 13.3 segundos de vantagem.

Na sexta feira, Sébastien Loeb entrou novamente ao ataque e ganhou 15 segundos a Sébastien Ogier logo na 1ª classificativa do dia. Na 2ª PEC, Ogier fez o contra-ataque e recuperou tempo a Loeb, mas foi um surpreendente Kubica quem venceu o troço, resultado que se repetiu na 3ª classificativa deste dia. Ogier (que abria a estrada nesta etapa) apostava numa estratégia controversa, cortando as curvas ao máximo para atirar neve para a estrada e atrasar os seus adversários.

Mesmo assim, Sébastien Loeb terminava a manhã na liderança com 3 segundos de vantagem sobre Sébastien Ogier. Na parte da tarde, Loeb voltou ao ataque e rubricou mais uma vitória num troço, mesmo se o próprio achava ter efectuado uma escolha errada de pneus. No troço seguinte, um pião e muito tempo perdido pelo piloto da Citroen entregaram a liderança à Volkswagen. Mas o facto do dia acabaria por ser o abandono de Loeb, devido a um toque na 8ª PEC.

Neste mesmo troço, Kris Meeke também sofreu um toque e não chegou ao final, contribuindo ainda mais para o descalabro da Citroen nesta prova. Robert Kubica também perdeu 2 minutos nesta classificativa, tendo batido por duas vezes. Com estes percalços, a Volkswagen colocava Jari-Matti Latvala e Andreas Mikkelsen na 2ª e 3ª posição respectivamente. O melhor não-Citroen era o Ford Fiesta de Ott Tanak, na 4ª posição.

Na 2ª etapa do Rali de Monte Carlo, a 1ª classificativa foi anulada pela organização devido a excesso de espectadores. No troço seguinte, a M-Sport perdeu a 4ª posição devido a uma saída de estrada de Ott Tanak. Enquanto isso, Jari-Matti Latvala recuperou 40 segundos a Sébastien Ogier e Robert Kubica somou mais uma vitória numa classificativa. Os regressados Loeb e Meeke também destacavam-se, colocando-se entre os mais rápidos, mas sem qualquer hipótese de vencer a prova.

Nos dois troços da tarde, Latvala voltou a ganhar tempo a Ogier mesmo sem atacar e Kris Meeke venceu a passagem pelo mítico Sisteron. Robert Kubica ficou sem travões, Elfyn Evans deu um toque e danificou a suspensão do seu Ford Fiesta e Mads Ostberg viu-se a braços com problemas no motor do seu DS3 WRC. Mesmo assim, o piloto norueguês terminou o dia na 4ª posição.

A última etapa do Rali de Monte Carlo consistiu numa dupla passagem pelo Col Saint Jean, intercalada com uma passagem pelo espectacular Col du Turini. Quanto à neve e gelo, não marcaram presença em quantidade suficiente para dificultar as escolhas de pneumáticos. Kris Meeke foi o mais rápido nas duas passagens pelo Col Saint Jean, vencendo também o primeiro Power Stage do ano. Loeb também demonstrou o seu enorme talento, sendo o mais rápido na passagem pelo Col du Turini.

Mesmo não sendo a formação mais veloz na última etapa, a Volkswagen terminou o Rali de Monte Carlo com Sébastien Ogier no degrau mais alto do pódio. Jari-Matti Latvala foi o 2º classificado, a 58 segundos do seu colega de equipa. Andreas Mikkelsen encerrou o pódio, a 2m12s de distância. O melhor não-Citroen foi Mads Ostberg, a 2m43s do 1º classificado. Thierry Neuville foi o melhor representante da Hyundai, na 5ª posição e o melhor Ford foi Elfyn Evans, no 7º lugar.