Um olhar sobre…o Can-Am
5 Maio 2011 - José Soares da Costa

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Alguns dos adeptos de automobilismo mais jovens não deverão recordar-se, mas os mais graúdos irão relembrar-se por certo do Can-Am. As fantásticas máquinas do Grupo 7, sem qualquer tipo de limites e que deram azo às mais variadas criações. Enquanto que o Mclaren M8 e o Porsche 917/30 foram as máquinas mais conhecidas, existem muitas outras que deixaram boas lembranças deste campeonato.

Para recordar o Can-Am, nada como dar um salto até à época de 1972. A Porsche apresentou pela primeira vez o seu 917/10K, que contava com o motor de 12 cilindros opostos e turbo compressores (cerca de 1000 cavalos de potência), com o qual triunfou neste ano. George Follmer ocupou o lugar deixado vago por Mark Donohue, quando este sofreu um acidente enquanto testava a viatura alemã.

A Mclaren apresentou o seu M20, que seria pilotado pelos pilotos Denny Hulme e Peter Revson. Apesar dos mais de 700 cavalos que o motor V8 Chevrolet debitava, tal não foi suficiente para derrotar a Porsche, com as duas vitórias a serem o máximo que a Mclaren conseguiu em 1972. François Cevert, que em 1972 também fazia uma “perninha” no Can-Am enquanto se dedicava à sua carreira na F1, venceu uma prova com um Mclaren privado.

A Shadow foi outra das equipas participantes no Can-Am em 1972,  com um MK III com motor V8 Chevrolet, que pouca concorrência deu às restantes equipas Os pilotos foram Jackie Oliver e José Carlos Pace, que ao longo do ano utilizaram um motor aspirado, tendo este sido substituído por um motor turbo comprimido na última prova, em Riverside.

O Can-Am ficará para sempre na memória de muitos como a última “fronteira” dos desportos motorizados puros, sem qualquer limitação técnica e imposição comercial e televisiva.