2026

Rallyspirit

O RallySpirit 2026 encerrou a sua 11.ª edição com a confirmação plena de um percurso de afirmação que faz do evento uma celebração muito própria da história e da cultura dos ralis. Mais do que uma prova, o RallySpirit voltou a assumir-se como uma experiência emocional, construída sobre a memória, a paixão e a capacidade única de aproximar diferentes gerações em torno de carros, sons, protagonistas e imagens que continuam a ocupar um lugar especial no imaginário dos adeptos.

No plano desportivo, a prova voltou a conciliar espetáculo e competição, mantendo a sua identidade muito própria com repartição da classificação por diferentes categorias. Nos Históricos, depois de vencer em 2018, 2021 e 2024, Pablo Pazó e Ezequiel Salgueiro voltaram a escrever história, deixando registada a quarta vitória no RallySpirit, ao volante do seu habitual Talbot Sunbeam Lotus, desta vez sem adversidades de maior. O triunfo foi construído de forma expressiva, com Eugenio Gonzalez e Samuel Rodriguez, em Ford Escort MK II, a assegurarem o segundo lugar, mas já a 2m34,9s, enquanto Pedro Oliveira e José Fernandes levaram pela primeira vez ao pódio o BMW 635 CSI.

Já na categoria Spirit, Rui Madeira e Paula Madeira foram os principais protagonistas até meio da segunda etapa. Mas dois furos consecutivos no Mitsubishi Lancer Evo III mudaram o rumo da luta pela vitória, que voltou a escapar ao ex-Campeão do Mundo de Grupo N e ficou então à mercê de Rui Salgado e Luís Godinho. A dupla do Peugeot 306 GTI soube capitalizar experiência e rapidez para selar a terceira vitória no evento, mantendo-se como a única que conseguiu vencer, até hoje, em duas categorias diferentes. No segundo lugar terminaram Alberto Bermudez e Jose Angel Varela, em Ford Escort MK I, enquanto Rui Madeira, apesar de vencer todas as especiais do último dia, já não conseguiu ir além do derradeiro lugar do pódio.

Finalmente, na categoria Extra, Fernando Peres e José Pedro Silva venceram depois de superarem um furo no primeiro dia, recuperando a liderança a meio da segunda etapa para não mais a largarem até final. As duplas Daniel Silva/Filipe Martins e Vítor Pascoal/Martim Azevedo ainda passaram pelo comando, mas, enquanto o piloto do Porsche 991.2 GT3 abandonou com problemas de caixa, o do Suzuki Swift Maxi, exemplar único no mundo, terminou na segunda posição apesar de uma penalização motivada por uma adversidade elétrica.

DIREITA3 acompanhou os momentos mais marcantes do Rallyspirit, trazendo até aos seus leitores alguns dos melhores registos fotográficos deste evento.

Rampa da Falperra

O espanhol Joseba Iraola Lanzagorta (Nova Proto NP01) venceu a 45ª edição da Rampa da Falperra, terceira prova do Campeonato da Europa de Montanha, surpreendendo tudo e todos face ao favoritismo de Christian Merli (Nova Proto NP01) que parecia, desde os treinos cronometrados, em condições de estabelecer um novo recorde de triunfos no evento organizado pelo Clube Automóvel do Minho.

E o superfavorito piloto italiano acabaria mesmo por sair de Braga no… último lugar do pódio, depois de batido pelo checo Petr Trnka (Nova Proto NP01-2C) na derradeira subida oficial. Na prova da Taça de Portugal de Montanha, Afonso Santos (Osella PA2000 Evo2) levou o troféu para casa, depois da desclassificação de José Correia (Osella PA30), por não respeitar bandeiras vermelhas exibidas pelos fiscais de pista na segunda subida

Afonso Santos (Osella PA 2000 Evo2) conquistou a Taça de Portugal de Montanha na 45ª edição da Rampa Internacional da Falperra. Contabilizado, para efeitos de classificação final, o melhor tempo de uma das duas subidas de prova, Afonso Santos registou a melhor marca, tendo superado Patrick Cunha (Porsche 992 GT3 Cup) e José Rodrigues (Porsche 992 GT3 Cup), segundo e terceiros classificados respetivamente.

DIREITA3 acompanhou os desenvolvimentos da Rampa da Falperra, trazendo até aos seus leitores alguns dos melhores registos fotográficos deste evento.