Um trágico mês de Maio…
2 Maio 2011 - José Soares da Costa

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O mês de Maio ficará para sempre marcado como um dos meses mais trágicos para o automobilismo mundial. No dia 1 de Maio de 1994, o “Mágico” Ayrton Senna, por muitos considerado como o melhor piloto de F1 de sempre, faleceu em Imola, ao volante de um Williams-Renault. E 2 de Maio ficará marcado pelas mortes de Henri Toivonen e Attilio Bettega, em 1985 e 1986, no Rali da Córsega. Finalmente, a 8 de Maio de 1982, Gilles Villeneuve foi a vítima de um acidente inesperado e marcante.

Cada um destes pilotos encontrava-se numa fase distinta da sua carreira. Ayrton Senna, na época tri-campeão mundial de F1, encontrava em 1994 um novo desafio, ao volante da vencedora Williams. No entanto, o FW15, sem a suspensão activa de outras épocas, era nervoso e instável. Mesmo assim, Senna levava o monolugar ao limite e conquistou 2 pole positions. Na 3ª prova da época, no circuito de Imola na república de San Marino, o brasileiro partia da pole position numa prova já marcada pela morte do piloto austríaco Roland Ratzenberger. Uma falha na coluna de direcção e circunstâncias invulgares fizeram com que Senna perdesse a sua vida.

http://www.youtube.com/watch?v=2aBuD9xR_9Q

Attilio Bettega era um jovem piloto na formação oficial da Lancia Martini. Integrando a equipa em 1982, depois de diversos anos com a Fiat, Bettega tinha ao seu dispor o potente Lancia Rallye 037. Um acidente na 4ª especial do Rali da Córsega de 1985, levou a que uma árvore penetrasse no habitáculo e o ferisse mortalmente.

Um ano após o acidente de Bettega, Henri Toivonen e o seu co-piloto, Sergio Cresto, foram vitimas de um acidente no mesmo Rali. Tendo terminado a época de 1985 com uma vitória no Rali RAC, na estreia do Lancia Delta S4, Henri Toivonen começava 1986 com o pé direito. Uma vitória no histórico Rali de Monte Carlo mostrava qual seria a referência da época. Mas o Grupo B mostrava os sinais de perigo…

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O acidente de Joaquim Santos, no Rali de Portugal de 1986, mostrava a todo o mundo os perigos da má colocação de espectadores, aliado a máquinas bastante potentes. No Rali da Córsega, Toivonen, que sofreu de uma gripe que o afectou ao longo da prova, não conseguiu evitar uma saída de estrada na 18ª especial da prova. A ruptura dos tanques de combustível e consequente incêndio levou à morte dos ocupantes do Lancia Delta S4 e foi o inicio do fim do Grupo B…

Quanto a Gilles Villeneuve, a temporada de 1982 apresentava-se como decisiva para a sua carreira. O Ferrari 126C2 era um monolugar com todos os requisitos para ser campeão do mundo: motor potente, excelente utilização do efeito solo e chassis eficiente (apesar de não ser dos mais eficazes). Após a desistência na 1ª prova, no circuito de Jacarépagua no Brasil, a disputa com o seu companheiro de equipa Didier Pironi, no GP de San Marino, levou a tensão dentro da equipa Ferrari até níveis incomportáveis.

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Didier Pironi não respeitou as ordens de equipas em Imola e ultrapassou por duas vezes o piloto canadiano, não cumprindo assim o acordo prévio que havia sido estabelecido. Villeneuve não perdoou tal facto e na prova seguinte, no circuito de Zolder na Bélgica, levou até ao limite o 126C2 numa tentativa desesperada de alcançar a pole position. A imprudência levou a que embatesse em Jochen Mass e fosse vitima de um acidente terrível.

O mês de Maio ficará assim marcado como um mês trágico e que todos os adeptos de Ralis ou F1 quererão esquecer rapidamente…