Caterham F1 com futuro em risco
24 Outubro 2014 - José Soares da Costa

Após vários trocas de acusações entre Tony Fernandes, o antigo proprietário da Caterham F1 e o consórcio de investidores que adquiriu a equipa, a situação agravou-se durante a manhã de hoje com o encerramento da fábrica de Leafield. Caso a equipa não consiga enviar os monolugares de F1 (que encontram-se no interior da fábrica) até ao fim de semana, a Caterham F1 arrisca-se a fechar portas…

Segundo Finbarr O’Connell, administrador judicial encarregue das instalações de Leafield, a falta de pagamento é o motivo para o encerramento da fábrica. Propriedade do banco malaio Exim Bank, as instalações encontravam-se a ser utilizadas pela formação de F1 sem haver, alegadamente, qualquer tipo de pagamento da divida existente (cerca de 19 milhões de euros).

Os monolugares encontram-se no interior da fábrica e caso não sejam enviados até ao fim de semana para os EUA, a Caterham não estará presente na grelha de partida do Grande Prémio dos EUA. Embora a dívida seja referente à Caterham Sports Limited e não à empresa 1 Malaysia Racing Team (proprietária dos monolugares da Fórmula 1 e quem coloca no terreno a operação de F1), O’Connell alega que os CT-05 são da sua responsabilidade e como tal, não sairão da fábrica sem que haja um acordo.

De referir ainda que o consórcio de investidores (liderado pelo romeno Colin Kolles) que em Junho passado, assinou um acordo com Tony Fernandes para adquirir a equipa, pretende agora devolver a mesma ao seu anterior proprietário, alegando que a transferência de propriedade não foi realizada até ao momento.

Contrapondo estas afirmações, Tony Fernandes alegou que o consórcio não pagou o que havia sido previamente acordado, nem cumpriu as suas obrigações financeiras perante funcionários e fornecedores, pelo que não tem qualquer obrigação legal perante o consórcio.