Esforço inglório na Rampa da Penha
25 Setembro 2014 - José Soares da Costa

Teve lugar no passado fim-de-semana em Guimarães a penúltima prova do Campeonato de Montanha 2014. O exigente traçado da Penha foi novamente palco para levar a cabo esta etapa, reunindo milhares de espectadores, mesmo com condições meteorológicas instáveis e ameaçar constantemente chuva por diversas ocasiões.

Na manhã de Domingo a chuva chegou mesmo a vias de facto, chovendo com alguma intensidade e fazendo com que o traçado progredisse de molhado para seco durante o desenrolar das últimas subidas de prova, o que causou algumas dúvidas às equipas acerca da melhor solução a utilizar em termos de pneus e suspensão.

Rui Ramalho que desta vez representava sozinho a sua equip, dado que o seu irmão Paulo cedia o Juno SSE na impossibilidade da equipa recuperar atempadamente o mais competitivo Juno CN09 resultante do acidente ocorrido no Caramulo, tinha aqui uma vez mais a árdua tarefa de vencer para manter acesa a aspiração da luta pelo título até à última prova.

Infelizmente o azar continuou a perseguir o piloto, pois logo na primeira subida de treinos a ruptura de uma transmissão deixou Rui imobilizado na linha de partida, obrigando a trabalhos forçados na sua assistência para substituir a peça em questão, fazendo com que não alinhasse também na segunda subida de treinos, dado o pouco tempo existente entre subidas.

Esta situação fez com que o piloto do Porto alinhasse apenas na 1ª subida de prova de sábado com o handicap de não ter realizado qualquer subida de treinos para se adaptar ao traçado e ao Juno SSE, o qual este ano ainda não o tinha utilizado nenhuma vez e que embora tenha uma aparência semelhante ao Juno CN09, difere bastante em termos técnicos.

Mesmo assim, o piloto realizou a última subida de sábado com um andamento bastante rápido, permitindo-lhe fechar o dia em 2º lugar a escassas 17 milésimas de segundo da 1ª posição, demonstrando uma vez mais a grande competitividade do Campeonato deste ano.

No domingo de manhã e depois de um forte aguaceiro, a subida de treinos livres foi realizada com todas as cautelas pelo piloto, na qual o tempo alcançado foi irrelevante. Na subida seguinte, 2ª subida de prova, com o traçado apresentar ainda algumas zonas molhadas, o piloto e a equipa decidiram manter ainda montados os pneus de chuva por precaução, para além de que não havia a certeza se no entretanto a chuva regressaria ou não.

Mesmo assim e com os pneus de chuva a não serem efectivamente a melhor aposta, realizou o segundo crono, o que adicionado com a subida de prova de sábado o colocava na 1ª posição antes da 3ª e derradeira subida de prova. Com a pista apresentar-se ao início da tarde praticamente seca, todas as equipas sem excepção decidiram montar pneus slick para seco, o que possibilitou a inerente descida dos tempos alcançados nas subidas anteriores.

Rui apostou tudo o que tinha na derradeira tentativa, arriscando em diversos pontos do traçado, conseguindo bater o seu recorde pessoal neste traçado, alcançado no início deste ano ao volante do Juno CN09, demonstrando bem que poderia ainda ter feito melhor ao volante do mais recente e rápido Juno. Infelizmente esse esforço não foi suficiente para vencer, terminando na 2ª posição a escassos 2 segundos do 1º lugar.