FRIC no centro da polémica na F1
16 Julho 2014 - José Soares da Costa

Com os regulamentos da Fórmula 1 a serem cada vez mais restritivos, os engenheiros das equipas de ponta procuravam todas as lacunas que permitam ganhar uma pequena vantagem competitiva em pista. O FRIC (Front to Rear Interlinked Suspension), inovação recentemente desenvolvida e utilizada por várias equipas, está no centro de todas as actuais polémicas no paddock da Fórmula 1.

Tudo começou com um parecer negativo de Charlie Whiting (delegado técnico da Fórmula 1) relativamente à utilização de suspensões FRIC, após o Grande Prémio da Grã-Bretanha. Desenvolvido desde a década passada, este conceito permite a interligação e controlo hidraúlico das suspensões traseira e dianteira, nivelando a altura do monolugar em qualquer ponto da pista. Desta forma, atingem-se resultados semelhantes aos obtidos com as suspensões activas, banidas durante a década de 90.

De acordo com Whiting, este tipo de suspensões podem ser classificados como dispositivos aerodinâmicos móveis, que encontram-se banidos perante os actuais regulamentos. Perante esta situação, as equipas tentaram chegar a um consenso entre si que permitisse a utilização das suspensões FRIC até ao final temporada. Como seria esperado, algumas formações mais pequenas (Sauber, Caterham, Toro Rosso e Force India) impediram a obtenção de tal acordo.

Com a porta aberta para a apresentação de protestos no Grande Prémio da Alemanha, que se realizará no próximo fim de semana, as principais equipas viram-se forçadas a redesenhar as suas suspensões e abandonar o conceito FRIC. Mclaren, Red Bull, Mercedes, Lotus, Ferrari e Marussia serão as equipas afectadas com estas alterações, devendo apresentar novas suspensões, desenvolvidas num espaço de tempo relativamente curto, que poderão comprometer o seu rendimento em pista,