Paulo Ramalho sem sorte em Bragança
20 Junho 2013 - José Soares da Costa

Teve lugar no passado fim-de-semana em Bragança a 4ª prova do Campeonato de Portugal de Montanha. Com um traçado bastante rápido, proporcionando velocidades de ponta na ordem dos 200 Km/h nos carros da classe rainha e com o calor a marcar presença como se esperava durante os dois dias, pilotos e máquinas tiveram de dar o seu melhor para ultrapassar mais uma etapa do calendário.

Paulo Ramalho ao volante do Juno CN09 não foi excepção e como tal na sua 1ª subida de treinos o piloto portuense aferiu o set-up do seu protótipo inglês, sugerindo à equipa uma alteração na afinação dos amortecedores para fazer face às irregularidades em algumas zonas do traçado. Com as alterações introduzidas, Paulo partiu para a 2ª subida de treinos com afinco redobrado para melhorar substancialmente o tempo alcançado anteriormente, contudo, numa curva rápida, próxima do final do percurso e repentinamente o piloto foi surpreendido por uma deriva súbita da traseira do Juno, não conseguindo de forma alguma controlar e evitar o choque com os rails.

Do choque resultaram danos na carroçaria e na suspensão traseira. Ficou a dúvida se esta reacção brusca do Juno se deveu ao excesso de velocidade com que o piloto abordou a referida curva ou se foi devido a sujidade lançada por outros concorrentes que partiam anteriormente a si e que ao cortarem as bermas com as rodas dos seus carros projectaram gravilha para o traçado? O motivo pouco interessou, dado que o dano estava feito.

Aquando da chegada à sua assistência, o Team PRMiniracing verificou que talvez conseguissem recuperar e remediar os danos e com o apoio de duas equipas adversárias – Martins Speed e Comval Racing – também elas possuidoras de protótipos da marca Juno, conseguiram em tempo record recolocar em marcha o Juno CN09, sendo de enaltecer o espirito de camaradagem e de entre ajuda entre equipas. Com a organização a fazer a chamada dos pilotos para a 1ª subida de prova logo de seguida, Paulo teve de arriscar e arrancar de imediato sem tempo de aferir se mais algum componente mecânico estava fragilizado com o choque e como tal com o receio de ruptura de alguma peça a 1ª subida de prova foi realizada com cautelas redobradas, reflectindo-se num tempo aquém das capacidades do piloto/carro.

Para Domingo e com mais tempo para inspeccionar cuidadosamente a mecânica durante a noite de sábado, mas sem possuir localmente meios técnicos (laser) para aferir a geometria da suspensão, a equipa deu como terminado o trabalho ficando expectante quanto ao desempenho do carro na manhã seguinte.

Paulo Ramalho partia assim com as condições possíveis para as 2 subidas de prova restantes, imprimindo um ritmo forte e tentando alhear-se do percalço do dia anterior, não sendo obviamente fácil encontrar o equilíbrio necessário entre rapidez e confiança em algumas zonas do traçado. No final Paulo Ramalho alcançou a 3ª posição num fim-de-semana para esquecer, ocupando actualmente idêntica posição no Campeonato.