Sebastien Vettel vence em casa!
8 Julho 2013 - José Soares da Costa

Sebastien Vettel venceu o Grande Prémio da Alemanha, a sua 1ª vitória em “casa” ao longo da sua carreira. O Tri-Campeão, que partia da 2ª posição da grelha, não teve vida fácil e lutou pelo triunfo até à última volta. Kimi Raikkonen esteve em bom plano, terminando na 2ª posição, à frente do seu companheiro de equipa da Lotus, Romain Grosjean.

Lewis Hamilton partia da pole position para o Grande Prémio da Alemanha, depois de uma fantástica sessão de qualificação onde “roubou” a pole position a Sebastien Vettel na sua última volta cronometrada. A Mercedes estava presente em força no Nurburgring, contando com uma vitória para as cores da marca alemã.

No entanto, o arranque viria a ditar outro desfecho. Hamilton desceu para a terceira posição e viu Vettel e Webber ultrapassarem-no nos primeiros metros da corrida, deixando a tarefa de alcançar a vitória ainda mais complicada. Os Lotus também estariam em bom destaque neste arranque, chegando à 4ª e 5ª posição, por intermédio de Raikkonen e Grosjean respectivamente.

Felipe Massa, o melhor representante da Ferrari na 6ª posição, acabaria por abandonar precocemente o Grande Prémio. Na travagem para a 1ª curva do traçado alemão, o piloto brasileiro bloqueou as rodas e teve uma saída de pista, terminando a sua prova na escapatória.

Com a grande maioria do pelotão a escolher os pneus macios para o arranque do Grande Prémio (dada a sua curta vida útil), foram várias as idas às boxes ao fim das primeiras voltas. Hamilton foi um dos primeiros pilotos a trocar de pneus, sendo seguindo por Vettel,Raikkonen, Grosjean e Webber.

O piloto australiano viria a protagonizar um dos momentos dramáticos da prova: com a roda traseira direita mal apertada, a equipa de mecânicos da Red Bull deu ordem de saída a Webber. O desfecho foi previsível: a RB9 ficou em três rodas, com o 4º pneu a ser lançado ao longo do pit lane, atingindo violentamente um operador de câmara presente no local, felizmente sem consequências fisicas de relevo.

Após todas as paragens nas boxes, Vettel regressou à liderança da prova, tendo atrás de si os Lotus de Romain Grosjean e Kimi Raikkonen. O piloto finlandês, preso atrás dos Mercedes de Nico Rosberg e Lewis Hamilton, viria a aproveitar o desempenho modesto destes dois pilotos com os pneus médios para ultrapassá-los e entrar no Top-3.

O Safety-Car viria a entrar em cena inesperadamente, devido a uma situação no mínimo caricata. Jules Bianchi foi obrigado a desistir do Grande Prémio com o motor partido e principio de incêndio no seu Marussia MR02. Deixando o seu carro fora de pista numa área inclinada, este viria a “ganhar vida própria”, percorrendo a pista em sentido contrário e imobilizando-se na relva no lado oposto.

O maior prejudicado com esta situação foi Romain Grosjean, que dada a sua situação estratégica e a consequência corrida às boxes, perdeu a vantagem competitiva perante Sebastien Vettel e Kimi Raikkonen. Após o arranque, Vettel viu-se a braços com problemas técnicos no seu KERS, que funcionava de forma intermitente. A Lotus apostaria então na “lebre”, tentando efectuar uma paragem rápida para suplantar Vettel.

Romain Grosjean foi o piloto escolhido e apesar dos melhores esforços da equipa, a exemplar paragem de Vettel viria a contrariar a Lotus. Sebastien Vettel mantinha-se na primeira posição, Grosjean ocupava o 2º lugar e Kimi Raikkonen era o 3º, com problemas de comunicação com o seu rádio.

O piloto finlandês faria a sua última paragem à 49ª volta e veria o seu companheiro de equipa deixá-lo passar, devido à estratégia de corrida diferente para os dois pilotos. Raikkonen partia então rumo à liderança, tentando aproveitar ao máximo o desempenho dos macios e apanhar Vettel até ao final do Grande Prémio.

Apesar dos seus melhores esforços, esta tarefa viria a revelar-se infrutífera: Sebastien Vettel conquistou a sua 1ª vitória na Alemanha. A Lotus teve uma tarde bastante produtiva com o 2º e 3º lugar alcançados, somando bastantes pontos na luta pelo Campeonato de Construtores.

Quanto às restantes equipas, a Ferrari apostou numa estratégia diferente, com pneus médios, prevendo a sua troca durante a fase final da prova. Tal aposta viria a revelar-se ineficiente, com a Alonso a perder bastante tempo ao longo do Grande Prémio, terminando num modesto 4º lugar.

No campo da Mercedes, o excessivo consumo de pneus do Mercedes obrigou a uma cuidadosa gestão da corrida, obrigando Lewis Hamilton a efectuar diversas ultrapassagens durante a fase final da prova. O 5º lugar foi uma magra consolação para as hostes da Mercedes, que apostava seriamente num triunfo caseiro.

Jenson Button foi o melhor representante da Mclaren na 6ª posição tendo perdido a 5ª posição na última volta da corrida. Atrás do piloto inglês terminou Mark Webber, também ele protagonista de uma ultrapassagem na última volta, desta feita ao Mclaren de Sérgio Perez, o 8º classificado nesta prova.

Nico Rosberg, visivelmente perturbado após o desaire na qualificação (ficou fora do Q3, na 11ª posição, devido a um erro estratégico da equipa), teve uma prova relativamente apagada e foi consistentemente menos eficaz que o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton. O 9º lugar foi o resultado possível, depois de uma exibição de luxo em Silverstone.

Nico Hulkenberg completou o lote de pilotos pontuáveis no Grande Prémio da Alemanha, levando o Sauber até à 10ª posição após uma ultrapassagem ao Force India de Paul di Resta durante as voltas finais desta prova.

No Campeonato de Pilotos, Sebastien Vettel lidera com 157 pontos, Fernando Alonso é o 2º com 123 pontos e Kimi Raikkonen ocupa a 3ª posição com 116 pontos. No Campeonato de Construtores, a Red Bull é a 1ª classificada com 250 pontos, a Mercedes ocupa a 2ª posição com 183 pontos e a Ferrari encerra o Top-3 com 180 pontos.